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04/03/08

Filha de Ninguém (03.2008) ©

Olho em minha volta
E na volta ninguém me vê
.
Valores motivo de gáudio,
Sonhos de esperanças vãs…
Projectos de vida em pontes sem pé
.
Vigorosa é a luta da flor que desabrocha
Impaciente por ver o Sol brilhar
Cega por panos de malha rota
Tarda a hora em que livre pode cantar
.
Filha de ninguém
Olho em minha volta:
Valores de júbilo
Em cântico oprimido

2 comentários:

O Meu Mundo disse...

Gosto deste poema em prosa. Tem o seu quê de desespero, por não se saber o que se vai fazer a seguir e que ninguém compreende porque nos sentimos assim...
Sei o que isso é.

Beijinhos

Anónimo disse...

E por fim algo que não é tirado do baú! Não posso dizer que conheça muito bem este teu lado lunar, mas é curioso o facto de o expores porque quem te olha de fora nem sempre o atinge, ó personagem misteriosa. :)