Temas

09/12/08

A luta da labuta ©

Na luta c'a labuta
Labuta que nem uma puta
Com essa vida de computa
Ainda te tomam por prostituta.
Nesta luta da labuta

Busca o momento oportuno
faz a cama da conveniência
Agrada o bom e o gatuno
Com sapiência e consciência!
Trabalha esgalha e baralha
Mas anda fina e enxuta.

Um aceno e outro sorrriso
Na vossa, e muibela, fronha.
Um ou outro improviso
Sem medo nem vergonha.
Sempre alerta e com muito siso
Anota o futuro indiviso
E confia na labuta que o componha.

Sempre fina e enxuta
Semeia e dança onde cai a fruta.
Sempre alerta e astuta
Confia o futuro à puta da labuta.

23/08/08

Me Myself and I ©

Turbilhão de sentimentos Revolução de tormentos Também dominam os bons momentos E sobram as dúvidas... . Lembrança do passado De uma evolução construida Orgulho de mim própria Autoconfiança garantida. . Olho para o presente Cumpre-se o meu plano Self-made woman, me myself and I. Gosto do que vejo

Problema de expressão (Clã, reminding eversince)

Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.
.
Devia ser como no cinema,
A lingua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.
.
O teu mundo esta tao perto do meu
E o que digo esta tao longe,
Como o mar esta do céu.
.
Só pra dizer que te Amo
Nao sei porque este embaraço
Que mais parece que só te estimo.
.
E até nos momentos em que digo que nao quero
E o que sinto por ti sao coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Nao digo o que estou a sentir,
Digo o contrario do que estou a sentir.
.
O teu mundo esta tao perto do meu
E o que digo esta tao longe,
Como o mar esta do céu.
.
E é tao dificil dizer amor,
É bem melhor dize-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta cancao,
Para resolver o meu problema de expressao,
P'ra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.

07/07/08

Sozinho II (01.2002) ©

Luz da Vida
Ilumina a minha sina.
.
Salva-me do fosso
Tira-me do fundo do poço.
Agarra minha mão
Toma meu coração...
...Não me deixes sozinho.
.
Alegra a minha morada
Fantasia
Sonho
Alegria.
.
Olha para mim
Faz-me feliz.
Mas olha para mim
Bem dentro de mim.
Sê para mim
Que eu abro-me para ti.
.
Eu espero
Eu procuro
Eu desespero!
.
Alma gémea...

Sozinho I (01.2002) ©

Alma gémea
Identidade perdida
Metade que falta
Caco maldito.
.
Profunda tristeza
É a cruz pesada
Da vida malvada.
.
Esse porquê chorado
Que custa demasiado.
.
Sentimento sofrido...
De um sorriso selado
Por um uma agulha que une
Agulha que pica.
.
É a nostalgia de um futuro
Inspiração da criação
Fé na esperança...
.
É querer dar
É querer receber
É querer partilhar
É vontade de viver!

22/06/08

A Labuta (06.2008) ©

Em jeito de desabafo, deixo aqui uma prosa sentida, já que está cega a minha inspiração. Cansada de trabalhar, pesam os meus olhos pela minha labuta. Ganhei nova ambição: vida de dondoca com férias para trabalhar!
Só penso agora no dia a partir do qual vou ter o full-time para pensar na decoração para a casa, ver as crianças a crescer e participar no seu crescimento intelectual, como cidadãos e como pessoas. Passear, ir ao supermercado, ir ao ginásio pela manhã, oportunidade par ir ao medico de vez em quando, apanhar ar, apanhar sol, tomar banhos de mar... e desenhar a minha própria decoração... quadros, e realizar exposições na câmara municipal da terra dos fundos, e se até esse dia chegar eu tiver uma vida de sucesso, talvez até uma exposição num Berardo ou outro parecido. E de vez em quando trabalhar com prazos e com contrato... três meses por ano, se me apetecer.
Pronto, é este o meu desabafo.
Agora, de volta à realidade, vou trabalhar (para que conste na acta, são 17h de domingo e conto já com seis horas de trabalho neste fim de semana, sem contar com as horas de son(h)o).

18/05/08

My Solitude, My Nest, My Fate (05.2008) ©

Emptiness inside
Solitude embraces me
Loneliness is my pillow
My tender…
Looking forward
Nothing but empty above the horizon
Diving into the depth of the oceans
Darkness is my cradle
My nest…
Eyes closed
Laid down
Feeling time passing by
Emptiness inside
Crying the agony of life
The despair…
Empty words
Broken thoughts
Staring beyond Time
Feeling the beat
Flying inside
Sadness warms my soul
My fate…

The Hourglass (Solitude Aeturnus- reminding past and nowadays...)

Moments last to our closing eyes
No one gets out alive
The ring of truth bears no weight
Of prophesy none too late
.
The glassy eye of measured time
A witness to our mortal lies
On we stride our love behind
Too blind to see the other side
.
Destroy The hourglass
Unchain the sands of time
Fly on...
Return our chance for life
.
Pouring sand...
Drowning souls
Rising... Falling...
Beyond control
.
Tears of hope now lost to me
Cast upon the ancient sea
Forever trapped behind the glass
Tomorrow now becomes the past

03/05/08

Tempo III (02.2002) ©

Tempo!
Eu prometo
Não devia, mas prometo.
.
Desculpa novamente o meu impulso
Sou uma errante peregrina
Será mesmo esta a minha condição?
.
Espalharei o teu nome onde puder
A quem a mim vier
Abrirei os olhos ao mundo.
.
Deixa-me ser teu discípulo e profeta
E assim salvar do fundo
As almas inquietas.
.
Afinal, também mereces descanso
Deve ser difícil
Percorrer épocas e eras
De pesar profundo...
.
Vamos viver em harmonia
Afastar a agonia
Daquilo que tem sido afinal
A cruz e a ferida
Daquilo que tem sido afinal
A Vida.

Tempo II (02.2002) ©

Tempo!
Mestre dos mestres,
Ninguém te compreende.
Ninguém se preocupa.
Não obstante,
Todos te reconhecem
Mas todos te ignoram.
Eu Não!
.
Oh.. Desculpa a minha arrogância
Pretensão e prepotência
... Tens razão (claro!)
Não me devia esquecer,
É a grande lição
A primeira que dás a aprender.
.
... Sim...
Prostro-me perante ti.
Humildade acima de tudo,
Grande qualidade que também é virtude.
Calo-me diante a tua magnitude,
Porque só calando e ouvindo
Fala a voz ensurdecedora
Do ancião amigo.
.
Deixa-me ser teu anel.
Faz uma aliança comigo.
Quero saborear o prazer
De sobreviver e, talvez, viver...

27/04/08

Tempo I (02.2002) ©

Tempo!
Sombra de um Sol que não ilumina
Manto que cobre e aquece
Esta puta de vida que é a minha
.
Fiel companheiro
Amigo no sossego e desassosego
Estás lá sempre
Sei que contigo posso contar
.
Dá-me paz e alento
Tónico para viver
Força para compreender
Pois só tu tens o poder
Só tu és omnipresente
Só tu restas Só tu continuas
.
Ensina-me
Deixa-me aprender
E desfrutar do prazer
Daquilo a que chamam viver.

20/04/08

Dorme na Juventude (02.2002) ©

Dorme!
Dorme na tua juventude
Nos verdes e tenros anos de plenitude.
Fecha os olhos ao mundo
Vira as costas a tudo
Esquece o sofrimento.
Retarda o momento
O dia do princípio do Fim
A eternidade da realidade.
.
Espera, tens tempo
Se um dia há em que te vão ver o marfim
Que esse dia seja mais para o fim.
.
Vive!
Vive enquanto podes
Nos frágeis e ternos anos do ser
Para que quando te rasparem o marfim
Sintas então uma grande alegria
Quando nesse momento a nostalgia
Te encher e preencher os dias do fim.
.
(...Como?)

17/03/08

Um Novo Dia Amanhece (03.2008) ©

Imagem: Clyde Caldwell
(A mulher e a Vitória)
.
.
.
.
Desiludida e em desalento,
Nesta vida entrei e caminhei.
Novo dia, soprou o vento e
Finalmente a sétima vida comecei!
.
Agitação, Desafio, provas de valor.
Confiança, Trabalho, provas de valor.
Aprender, Opinar e Criticar… novos valores.
.
O Futuro está mais perto,
Parece quase certo.
Imagino ansiosa
Essa ilusão saudosa.
Que agora mais do que nunca se imponha
O horizonte em minha face risonha.
.
Transversal a tudo isto,
Sorte que me ditou a Sina,
Tem sido o Amor!
Que de uma forma ou de outra
Este Fado se mantenha
E nunca me falte o apaixonado Calor!

04/03/08

Filha de Ninguém (03.2008) ©

Olho em minha volta
E na volta ninguém me vê
.
Valores motivo de gáudio,
Sonhos de esperanças vãs…
Projectos de vida em pontes sem pé
.
Vigorosa é a luta da flor que desabrocha
Impaciente por ver o Sol brilhar
Cega por panos de malha rota
Tarda a hora em que livre pode cantar
.
Filha de ninguém
Olho em minha volta:
Valores de júbilo
Em cântico oprimido

26/02/08

Expectations (01.2002) ©

I expected so much
but no thing I could touch
.
Never wanted to deceive
neither to reveil
Though, my silence lies
and the truth is told
(glad that no one insets)
.
Constantly fighting myself
and who fronts my some else.
Your in is yours
to no one belongs
Never try to find out
what is purposely within
Have to get out of you
sink in nothing
someone elses something
go deeply nowhere
Nowhere you've ever known
so nothing you ever thought of
.
Must not expect!
... and don't forget
"Anguis (latet) in herba"
(a serpente esconde-se na erva)

18/02/08

The Meaning Of Life (The Offspring - reminding 1997)

On the way
Trying to get where I‘d like to say
I‘m always feeling steered away
By someone trying to tell me
What to say and do
I don‘t want it
I gotta go find my own way
I gotta go make my own mistakes
Sorry man for feeling
Feeling the way I do
.
On yeah,
Oh yeah
Open wide and they‘ll shove in
Their meaning of life
Oh yeah, Oh yeah
But not for me
I‘ll do it on my own
Oh yeah,
Oh yeah
Open wide and swallow their meaning of life
I can‘t make it work your way
Thanks but no thanks
.
By the way
I know your path has been tried and so
It may seem like the way to go
Me, I‘d rather be found
Trying something new
And the bottom line
In all of this seems to say
There‘s no right and wrong way
Sorry if I don‘t feel like
Living the way you do

15/02/08

Way Down The Line (The Offspring - reminding 1997)

Nothing changes cause it‘s all the same
The world you get‘s the one you give away
It all just happens again
Way down the line
.
There is a chain that‘s never broken
You know the story it‘s sad but true
An angry man gets drunk and beats his kids
The same old way his drunken father did
What comes around well it goes around
.
Nothing changes cause it‘s all the same
The world you get‘s the one you give away
It all just happens againWay down the line
.
At 17 Shannon is pregnant
As young as her mom when she had her
Her kid is never gonna have a dad
The same old way that Shannon never had
What comes around well it goes around
.
Nothing changes cause it‘s all the same
The world you get‘s the one you give away
It all just happens againWay down the line
And all the things you learn when you‘re a kid
You‘ll fuck up just like your parents did
It all just happens again
Way down the line
.
And welfare moms have kids on welfare
And fat parents they have fat kids too
You know it‘s never gonna end
The same old cycle‘s gonna start again
What comes around well it goes around

11/02/08

Confusão (01.2002) ©

A loucura da traça
O bicho que mata
A inocência que ataca.
Saudosamente saudando a saudade...
...sem saber
na criança pesa a idade
É essa a realidade

Opostos (01.2002) ©

Opostamente,
ao contrário do que parece,
na mente do vidente
a Verdade desvanece.
.
Castamente lasciva
e sumptuosamente singela,
por entre as linhas da Diva
como a carne da donzela.
.
Ah! a Vida é bela
Sem a Morte
não precisamos dela.
Sina, Fado ou Sorte
o medo que nos consome
felizmente atormenta
quem a ela corre
quem dela foge
quem matar intenta.

06/02/08

A Dama de Negro (04.2004) ©

Por entre a bruma da noite...

levitando sobre o orvalho

Vigia a Dama de Negro

Guardiã do campo celeste

onde jazem as almas perdidas.

Deambulam espíritos

em vestes encardidas

Infectados pela Fome,

pela Guerra e pela Peste

Procuram a Paz

no leito divinal do cedro

Na sua folhagem procuram agasalho

Buscam calor por entre o tépido orvalho

Imagem: Jeremy Jarvis - The Queen

Por entre a bruma da noite...

Vigia a Dama de Negro

Na sua terra, no cedro

clama e aquece com a sua chama,

seu beijo lascivo e maternal,

as perdidas e encardidas almas

que nos seus espinhos ficam presas

Os espinhos agudos que

dão Sangue, dão Vida

dão Dor, dão Vida

dão Lágrimas, dão Vida

São o Amor, que é a Vida.

31/01/08

Silêncio III (01.2002) ©

Telepatia
Empatia
Sentida Alquimia
Onde reina o Silêncio
Mestre de todos os sentidos
E tudo é dito
O imaginado e o desejado.
.
Ansiosamente aguardo...
O momento em que palavras não são precisas
Para descrever o pensado
O sentido
O vivido
Porque expressão não há
Para explicar o inexplicável.
Complexo
Seria um difícil reflexo
Do que acabaria por não ser
Por não significar.
.
Ansiosamente espero...

30/01/08

Silêncio II (01.2002) ©

Secretamente leva ao êxtase
É a minha droga
A minha dependência
Gosto do Silêncio
Venero os momentos gloriosos do nada
O nada que é tudo
Uma outra realidade (mais uma)
Sobre a qual és tu quem manda
Somos donos do mundo
De um mundo ao menos
E esse imenso posso eu escolher
Criar e matar
Construir e destruir
Sem ninguém saber...

29/01/08

Silêncio I (01.2002) ©

Espaço infinito
Oceano de sentimentos
Ofusco horizonte
Neblina...
.
Esta imensidão de sensações
Fechada em gavetões
Armário desarrumado
Lixo e Diamantes
Está tudo misturado
Mas singularmente organizado
.
Oh! Divino instinto...
(será?)
Neste caminho sem sentido
Errando vou seguindo
Num cemitério de lições aprendidas
Jazigo de esperiências vividas
Não obstante
Vou acertando
E fecho os olhos ao evidente
E mergulho no infinito
E esqueço
.
Porque só o Silêncio é o meu melhor amigo
Companheiro e conselheiro.

28/01/08

Shrink (A. van Giersbergen - reminding earlies 2000)

To feel this great urge
to hold and embrace you
I slowly dry out
I shrink and shrink
until I'm gone
nothing to make out of me
oh what the hell went wrong
my heart gets pulled out
into your direction
it's no use
you have forsaken me

25/01/08

About You (Bugs - reminding earlies 2000)

i am the only one who ever meant a damn to me
i am free and i will be until i die
i never cry
i laugh and kiss goodbye
all those suckers who thought they knew me..
.
and then there's you
the only peace i know
the glow that keeps me one with you
and then there's you
you make me so high
see the me that's now a part of you
.
i thought i'd never be anybody's one and only
no one could ever hold me down for the 1, 2, 3
i'm dazed, not confused
abused and battered bruised
losing nothing needing nobody to hold my hand
.
i am the only one who ever meant a damn to me
i am free and i will be until i die
.
and then there's you
the only peace i know
the glow that keeps me one with you
and then there's you
you make me so high
see the me that's now a part of you

24/01/08

My Mind (02.2002) ©

No words to describe my needs
I feel
I steal
My kingdom stays so far away
Don't even I can touch
.
My eyes look deep inside
Of my mind
But there's no way to find
What wants my mind
.
Where ever I may look and go
I stay
My way
Don't matter if it's right or wrong
I want
My way
May think that I don't have a name
Don't know
Is it?
What I believe and what I say
I know
It's I
.
My eyes look deep inside
Of my mind
Still, don't find a way to know
What wants my mind
And feelings come to make things worst
I just want to get away
.
No words to describe my needs
My feels
My wills
So far away of what they call
My throne
I fall
.
My eyes look deep inside
Of my mind
Still haven't found a line, a sight
What wants my mind?
And feelings just get things to worst
My sense of beeing brokes
I run
I slight
My mind

23/01/08

Caminho Num Só Sentido (12.2001) ©

Caminho num só sentido
Mas não sei qual é o sentido
do sentido para que caminho
.
Bem ou mal eu sigo
É uma quimera
Nasci para morrer
Um início, contudo sem fim
.
A ave do desejo me consome
E a forca do medo me prende
Nesta tribulação de opostos
Infelizmente
O tempo não pára
E a vida continua
.
Tanta coisa, tanta gente
Quanto mais aprendo
Mais coisas há a aprender
Duma coisa tenho, no entanto, certeza:
Estamos cá é para viver!
Ainda que para isso
Tenha que se estar sempre a morrer...